Livro recebido como cortesia do autor M. L. Pontes, parceiro do Metamorfose Literária


Boa noite queridos, tudo bem com vocês? Hoje posto a resenha de "Máscaras Reveladas", segundo livro da série "Algoritmos Sagrados", de M. L. Pontes. Ao todo, a série contará com 5 livros e 3 já foram publicados (a resenha do primeiro, Almas Seladas, já foi postada aqui no blog (Clique aqui para ler a resenha). Espero que gostem ;)
Título: Máscaras Reveladas
Série/Volume Algoritmos Sagrados, vol. 2
Autor: M. L. Pontes
Gêneros: Romance; Ficção
Editora: Modo
Páginas: 244
Ano de Lançamento: 2014

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O segundo volume da série Algoritmos Sagrados revela um mundo novo que reconfigura o que sabemos sobre nossa realidade. Rogério deixou seu legado à sua filha Bruna que, junto a Hanz, irão descobrir a misteriosa força por trás dos números. Layla Aina continua seu caminho de sofrimento, desta vez, confinada. A jovem menina busca desesperadamente liberta-se de sua maldição e, através da morte, ela encontra uma oportunidade de mudar seu destino. Victor Siegfried não é o mesmo; seus olhos agora revelam um obscuro universo. Perdido, ele conduz sua vida em nome da vingança.

As linhas contraditórias de suas vidas continuam sendo escritas, e a mórbida realidade segue ordenada pelos Algoritmos Sagrados.

“Estamos no meio de uma guerra travada pelo bem e o mal, onde a Terra é um grande tabuleiro e nós, as peças desse complexo jogo. Você pode guiar sua vida, mas tenha certeza de uma coisa, ambos os lados irão fazer de tudo para ganhar essa intricada disputa.”

Em Máscaras Reveladas, segundo volume da série Algoritmos Sagrados (o primeiro volume, Almas Seladas, já foi resenhado aqui no blog), Layla Aina, nossa sempre sofrida protagonista, se vê internada na Fundação CASA depois de sérios acontecimentos ocorridos já no final de Almas Seladas. Como no livro anterior, ela continua com sua falta de sorte/felicidade, uma vez que todas as pessoas que ama acabam se ferindo e/ou vindo a falecer depois de certo tempo (dentro dessa temática há uma parte acerca da relação entre Layla e sua avó que é muito tocante, quando paramos para refletir o motivo pelo qual sua avó sempre a tratou mal e com desprezo, ainda que isso não tenha sido explicitado no livro). Entretanto, agora Layla começa a conhecer sua história e o mundo sobrenatural que a cerca e no qual está inserida.

Victor, absorto em um ambiente de mentiras e incertezas, transforma-se em algo inimaginável, em uma fera bestial denominada “controlador de almas”, capaz de subjugar demônios e coexistir com eles em seu próprio corpo, fazendo uso de suas habilidades, como força e agilidade. Entretanto, o momento no qual inicia sua trajetória como controlador foi trazido de uma maneira que me incomodou um pouco, uma vez que Victor se revolta e adquire alta sede de vingança de maneira demasiadamente rápida, soando um pouco artificial.

Hanz, um mergulhador profissional, une-se à Bruna, uma perita criminal, para desvendar mistérios que circundam mortes súbitas e inexplicáveis de membros da Ordem de Delfos, uma organização de cientistas que tem como objetivo discutir e pesquisar acerca de eventos que ocorrem em nosso mundo – até que ponto eles são ou não aleatórios e mais: por quem são controlados.

“A perita começou a ofegar, a sensação de ser sepultada viva lhe incomodava. Ela era jovem e bonita, tinha muitos planos pela frente e morrer daquela forma, junto com aquele homem que nem conhecia, era algo perturbador.”

Os capítulos de Hanz e Bruna foram, até certo ponto, os meus preferidos, uma vez que me remeteram intensamente a “Código da Vinci”, livro de que gosto muito. Fatos aparentemente aleatórios que, de repente, por uma associação de ideias, se mostram interligados, além da busca inicial ocorrer em local claustrofóbico e tendo que correr contra o tempo e situações adversas, me remeteu ao meu querido Sr. Langdon em sua incessante busca pela verdade. Além disso, o romance que começa a surgir entre Hanz e Bruna é algo envolvente no começo, aquele tipo de história que a gente torce, uma vez que estava super bem narrado, porém, depois de um tempo começou a soar um pouco forçado, o que me desagradou um pouco.

Máscaras Reveladas possui capítulos alternados entre o interminável calvário de Layla, as transformações de Victor e as descobertas de Bruna e Hanz – cada faceta da trama possui um capítulo para si, ainda que todos sejam narrados em terceira pessoa.


Como eu já disse em resenhas anteriores, gosto muito de reparar na capa do livro. No primeiro momento, a capa de Máscaras Reveladas chamou atenção por ser, de fato, muito bonita e muito bem feita; porém, ao abrirmos a capa por completo, como mostro na foto acima, é possível ter um panorama da história de uma maneira fantástica, inclusive a transformação ocorrida em Victor (algo que eu levei uns instantes para assimilar na orelha do livro). Outro ponto gráfico a ser observado e grandemente elogiado são as ilustrações presentes no decorrer do livro, como a da foto abaixo (Hanz e Bruna) – a cada página lida e situação imaginada eu esperava mais e mais ilustrações; porém, infelizmente, elas não vieram com tanta frequência (espero que nos próximos livros tenham mais, pois, além de serem muito bem feitas, nos ambientam na história de maneira espetacular).


O livro, de maneira geral, possui uma premissa muito atrativa e uma trama realmente envolvente; porém, a leitura não é tão fluida devido, principalmente, à maneira como a adjetivação foi realizada, seja demasiada ou repetitiva, com um mesmo adjetivo para uma mesma situação na página anterior e na seguinte, sendo algo que me incomodou e me fazia “agarrar” por diversas vezes, como se eu fosse um carro a alta velocidade numa rodovia e tivesse que frear de maneira brusca insiste e incessantemente. Além disso, a maneira como alguns diálogos foram construídos, por vezes confusos, sem saber quem está falando, e outras vezes se estendendo além do necessário, fez com que a narrativa se tornasse não tão agradável nestes pontos.

Por fim, a maneira como as narrativas individuais foram encerradas deram um gancho maravilhoso para o próximo livro, Símbolo Oculto, o qual pretendo ler e resenhar para vocês *-*

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Beijos :*

Marcelo Lacerda PontesMarcelo Lacerda Pontes nasceu em São Paulo Capital. Quando pequeno, se mudou para Taubaté, terra de José Bento Renato Monteiro Lobato onde, na "Chácara do Visconde", conheceu as obras deste gênio da literatura que encantou-o com a magia de seus livros infantis. Entre seus amigos, se destacou trocando as brincadeiras de rua pelo amor às artes: músico, pintor, escultor e escritor, desenvolvendo seus primeiros trabalhos artísticos ainda jovem. Influenciado pela cultura literária dos RPGs (Role-playing game) no início dos anos 90, começou a escrever seus primeiros contos e, no ano de 1997, já possuía sua primeira obra publicada, sendo um dos precursores deste gênero no mercado brasileiro. Após passar por dificuldades financeiras, um quadro triste vivido pelos artistas brasileiros, decidiu largar sua paixão pelas artes e se dedicar ao curso de Nutrição, onde se formou pela Universidade de Taubaté. Entretanto, seu hobby pela arte nunca foi esquecido e, sendo um leitor dedicado à pesquisa de grandes obras de simbologia e profecia, durante seus estudos entre as aulas mestradas no campus, decidiu escrever umas das mais intrigantes sagas que, em sua linguagem simples, vem se inovando na literatura, conquistando seus leitores e apresentando uma nova linha de livros para jovens.


2 Comentários

  1. Oie, Pati

    Eu gostei bastante das capas, mas não sei, fico com os pés atrás. Acho que estou muito acostumada com as fantasias da literatura estrangeira. Mas é bom ver os autores nacionais seguindo por outros gêneros além do romance.
    Você escreve muito bem, flor. Parabéns pelo trabalho.
    Beijinhos

    miaestanteliterária.wordpress.com

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    Respostas
    1. Oiii Miih *-* As capas são lindas mesmo! Eu entendo esse medo kkk Até um tempo eu tinha também, e fico muito feliz por nossa leitura estar bem diversificada *-*
      Obrigada *-----*
      Beijoos

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